Para definir como seria a gestão do espaço, seus usos, e como o projeto arquitetônico abrigaria as diversas práticas artísticas em diálogo com seu contexto, foi realizada uma “Oficina de Ocupação” com adolescentes e jovens da cidade. A oficina foi dividida em três encontros: 1- Levantamento das possibilidades e atividade a serem desenvolvidas, 2- Mapeamento dos agentes culturais da cidade, suas demandas e possíveis formas de participação do projeto, 3- Planejamento, gestão e produção de um espaço cultural. Esses encontros foram importantes para introduzir os jovens na proposta e estimular a apropriação do espaços por eles. Assim, poderiam efetivamente participar da concepção e realização do projeto.

Durante os encontros com os jovens, visitas ao bairro e conversas com os moradores da cidade, foi ficando cada vez mais claro e desafiador pensar a constituição do espaço. As soluções foram aparecendo e muitas outras questões foram surgindo durante o processo.

Uma questão importante que nos surgiu, foi como incluir as crianças do bairro na construção e gestão do espaço, pois havia uma grande quantidade impressionante de crianças circulando no espaço ainda em obras. Com idade variando entre 3 e 12 anos as crianças são bastante ativas, curiosas, propositivas e estão presentes em todas as atividades realizadas por nós. Foi durante conversas com elas que surgiram as ideias de realizar algumas atividade como a “Piscinada” . Cine Churrasco e as oficinas de brincadeiras (rolimã, pipa, jogos), dentre outras.