Oficina de Cianotipia

Desde o início, havia o interesse pela possibilidade de fazer crescer as iniciativas de enriquecimento cultural e formação de público da cidade, principalmente no âmbito das Artes Visuais, uma vez que um dos artistas é natural do município. Para interagirmos de forma lúdica com as crianças e adolescentes que habitam o entorno do espaço do Área Criativa – e que, quase diariamente, visitam o local – decidimos realizar uma oficina de cianotipia.

Convidamos as crianças que estavam ali para fazer conosco um experimento que resultaria em fotografias de um jeito que elas nunca haviam visto. Procuramos uma forma de explicar o processo do cianótipo sem muitos termos técnicos, deixando-os curiosos com a ideia de ver o sol fazer um desenho.

Achamos que seria mais interessante e enriquecedor para elas se passássemos por todas as etapas da realização da cianotipia. Como é necessário deixar o papel emulsionado secar antes de expor ao sol, decidimos passar os químicos em algumas folhas na noite anterior, para utilizá-las enquanto as folhas emulsionadas pelas próprias crianças secavam.

Incentivamos as crianças a coletarem objetos como pedras, folhas, gravetos e outros materiais ao redor do espaço do Área Criativa, para fazerem suas cianotipias. Nesse processo de busca pelo que seria “fotografado”, acompanhamos e ajudamos cada um a escolher o que funcionaria e o que não funcionaria, deixando também a margem de dúvida para que elas pudessem ver as diferenças entre fazer o fotograma de um objeto translúcido e de um objeto opaco.

Nos separamos para fazer as exposições ao sol com placas de vidro e a lavagem dos papéis ao mesmo tempo, assim, cada criança poderia participar de todas as etapas: primeiro coletando os objetos, colocando-os sobre o papel emulsionado e, depois, lavando os papéis e prendendo-os ao varal. Ao final, as crianças puderam levar suas imagens para casa.

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