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Oficina de Música

Oficina de Música

Durante o processo de construção do espaço cultural Área Criativa foram realizadas diversas atividades, residências, oficinas, apresentações de dança, música, teatro, circo etc. Depois dessas diferentes experiências perguntamos às crianças e adolescentes, sempre presentes no espaço, qual oficina eles gostariam de fazer e as respostas que mais ouvimos foi música e circo.

Oficinas escolhidas, buscamos um educador para iniciar os trabalhos na Área Criativa. Decidimos convidar Kennedy David Aguilar, artista e educador, para a tarefa de desenvolver oficinas de música para as crianças. O som dos tambores e caixas foram o chamado para o início da oficina, que teve a presença de quase 60 crianças e adolescentes se revezando para tocar os instrumentos. O trabalho de Kennedy acontece há alguns meses e a fanfarra formada na oficina já está se apresentando em diversos eventos da cidade.

Nesse primeiro momento, a ideia era começar somente a oficina de música, mas como Kennedy tem várias habilidades e também trabalha com circo, ele decidiu começar a oficina de circo, que já tem um grupo formado e em breve inicia apresentações pela região.

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INAUGURAÇÃO – SEMANA CULTURAL

INAUGURAÇÃO – SEMANA CULTURAL

A inauguração do espaço cultural Área Criativa aconteceu com a participação de vários artistas e grupos culturais da cidade que conhecemos através do mapeamento realizado na Oficina de Ocupação. Convidamos todos a se apresentar ou realizar atividades para comemorar a inauguração da Área Criativa. Foram três dias intensos de atividades onde os grupos se apresentaram e puderam conhecer o espaço.

Toda a programação da inauguração foi pensada e realizada pelo grupo de adolescentes e jovens envolvidos nos processos formativos e de construção da Área Criativa. Em um sistema de mutirão os jovens conseguiram os equipamentos e matérias para garantir as diversas apresentações e atividades que aconteceram durante três dias de comemoração.

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Oficina de Cianotipia

Oficina de Cianotipia

Desde o início, havia o interesse pela possibilidade de fazer crescer as iniciativas de enriquecimento cultural e formação de público da cidade, principalmente no âmbito das Artes Visuais, uma vez que um dos artistas é natural do município. Para interagirmos de forma lúdica com as crianças e adolescentes que habitam o entorno do espaço do Área Criativa – e que, quase diariamente, visitam o local – decidimos realizar uma oficina de cianotipia.

Convidamos as crianças que estavam ali para fazer conosco um experimento que resultaria em fotografias de um jeito que elas nunca haviam visto. Procuramos uma forma de explicar o processo do cianótipo sem muitos termos técnicos, deixando-os curiosos com a ideia de ver o sol fazer um desenho.

Achamos que seria mais interessante e enriquecedor para elas se passássemos por todas as etapas da realização da cianotipia. Como é necessário deixar o papel emulsionado secar antes de expor ao sol, decidimos passar os químicos em algumas folhas na noite anterior, para utilizá-las enquanto as folhas emulsionadas pelas próprias crianças secavam.

Incentivamos as crianças a coletarem objetos como pedras, folhas, gravetos e outros materiais ao redor do espaço do Área Criativa, para fazerem suas cianotipias. Nesse processo de busca pelo que seria “fotografado”, acompanhamos e ajudamos cada um a escolher o que funcionaria e o que não funcionaria, deixando também a margem de dúvida para que elas pudessem ver as diferenças entre fazer o fotograma de um objeto translúcido e de um objeto opaco.

Nos separamos para fazer as exposições ao sol com placas de vidro e a lavagem dos papéis ao mesmo tempo, assim, cada criança poderia participar de todas as etapas: primeiro coletando os objetos, colocando-os sobre o papel emulsionado e, depois, lavando os papéis e prendendo-os ao varal. Ao final, as crianças puderam levar suas imagens para casa.

.:grão

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OFICINA DE PROCESSING

OFICINA DE PROCESSING

Compreender o funcionamento e a lógica de programação é fundamental para um posicionamento mais crítico sobre os meios digitais. As redes sociais, aplicativos e outras plataformas de interação são programados para um determinado funcionamento, interação, organização, classificação, visibilidade ou invisibilidade gerando consequências concretas em nossas vidas. Quanto mais nos conectamos mais sofremos estes impactos.

Processing é software flexível e uma linguagem para aprender a codificar dentro do contexto das artes visuais. O artista e arquiteto Alexandre Campos é um estudioso de Processing e se utiliza deste programa para gerar trabalhos poéticos e desenvolver processos criativos e educativos com jovens. Durante sua residência no espaço cultural Área Criativa o artista ofereceu uma oficina introdutória ao Processing aos meninos e meninas de Pedra Azul.

Esta experiência teve como propósito gerar uma curiosidade sobre o universo da programação através de exercícios simples que geravam imagens, animações e dispositivos lúdicos que permitiu aos participantes conhecerem um pouco mais do mundo dos códigos .

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CINE-CHURRASCO

CINE-CHURRASCO

Como primeiro exercício, os participantes da oficina deveriam planejar uma ação para criar uma conexão com a vizinhança. A oficina aconteceu paralelamente à construção, de modo que a única parte pronta, nesse momento, era o piso. Para essa ação o grupo tinha um orçamento pequeno e o apoio da equipe do projeto. Os meninos e meninas resolveram fazer um cine-churrasco. O grupo dividiu as tarefas e em poucas horas o carvão já estava aceso e o isopor cheio de refrigerante. As crianças do bairro compareceram em peso e, logo, o cine-churrasco virou uma grande brincadeira.

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OFICINA DE OCUPAÇÃO

OFICINA DE OCUPAÇÃO

A oficina de Ocupação tinha como objetivo formar um grupo de pessoas interessadas em criar juntas um espaço cultural. Nos encontros apresentamos a proposta da Área Criativa e convidamos os adolescentes e jovens da cidade a imaginarem o espaço, as atividades que ali poderiam acontecer, formas de funcionamento e manutenção.

Para facilitar o processo, dividimos a oficina em três módulos: 1. Levantamento das possibilidades e atividades a serem desenvolvidas. 2. Mapeamento dos agentes culturais da cidade, suas demandas e possíveis formas de participação do projeto. 3. Planejamento, gestão e produção de um espaço cultural.

Como primeiro exercício, os participantes da oficina deveriam planejar uma ação para criar uma conexão com a vizinhança. A oficina aconteceu paralelamente à construção, de modo que a única parte pronta, nesse momento, era o piso. Para essa ação o grupo tinha um orçamento pequeno e o apoio da equipe do projeto. Os meninos e meninas resolveram fazer um cine-churrasco. O grupo dividiu as tarefas e em poucas horas o carvão já estava aceso e o isopor cheio de refrigerante. As crianças do bairro compareceram em peso e, logo, o cine-churrasco virou uma grande brincadeira.

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RESIDÊNCIA: ALEXANDRE SEQUEIRA

RESIDÊNCIA: ALEXANDRE SEQUEIRA

O artista e professor paraense Alexandre Sequeira foi o segundo residente a desenvolver um trabalho na Área Criativa. Seu projeto se concretizou em forma de uma oficina que envolveu crianças e adolescentes de diferentes bairros da cidade.

Quando o grupo de participantes foi formado, tornou-se evidente uma questão comum em várias cidades brasileiras: uma espécie de divisão e uma dificuldade de integração entre “centro” e “periferia”.

Utilizando a fotografia como um vetor para diluição dessas fronteiras, promovendo encontros e o convívio, Alexandre propôs que os participantes se fotografassem, os aproximando. Essa dinâmica fomentou um ambiente favorável ao encontro entre as diferenças que traziam e isso se tornou uma das principais questões trabalhadas com a turma da oficina.

Ao final do processo, produziu-se uma série fotográfica que registrou a ação de projetar imagens das crianças e adolescentes moradores do bairro Planalto nas fachadas das casas históricas do Centro e o registro da projeção das imagens dos adolescentes que vivem no Centro na fachada das casas do Planalto. O processo de produção das imagens e os encontros se tornaram um espaços lúdico de convívio, interações e trocas, que pouco a pouco foram borrando os limites entre centro e periferia.

 

Alexandre Romariz Sequeira
Alexandre Romariz Sequeira, 1961. Belém-PA. Artista plástico e fotógrafo, é Mestre em Arte e Tecnologia pela UFMG e professor do Instituto de Ciências da Arte da UFPA. Desenvolve trabalhos queestabelecem relações entre fotografia e alteriadade social, tendo participado de diversas exposições e festivais no Brasil e exterior, podendo-se destacar “Une certaine amazonie” em Paris/França; Bienal Internacional de Fotografia de Liège/Bélgica; Exposição no Centro Cultural Engramme em Quebec/Canadá; X Bienal de Havana/Cuba; Paraty em Foco 2009; FotoFestPoa 2010 e 2011; Festival de Fotografia de Recife 2010; Simpósio e exposição “Brush with Light”, na Universidade de Arte Mídia e Design de NewPort no Reino Unido, Festival Internacional de Fotografia de Pingyao/China; “Gigante pela própria natureza” em Valência na Espanha; “Geração 00 – a nova fotografia brasileira; e Projeto Portfólio no Itaú Cultural em São Paulo/Brasil. Tem obras no acervo do Museu da UFPa, Espaço Cultural Casa das 11 Janelas; Coleção Pirelli/MASP e Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul.

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RESIDÊNCIA .:GRÃO

RESIDÊNCIA .:GRÃO

Durante o mês de julho de 2016, o duo .:grão participou do programa de residências do Área Criativa, em Pedra Azul/MG. Neste período, os artistas desenvolveram a primeira etapa do projeto Arqueologias do imaginário: Pedra Azul e trabalharam com materiais de arquivo, pedras coletadas in loco, fotografias, vídeos e técnicas de cianotipia.

.:Arquivos e História

A primeira ação do projeto se deu antes mesmo de chegarmos à Pedra Azul, quando visitamos o Arquivo Público Mineiro, localizado em Belo Horizonte. Vasculhamos todos os tipos de materiais disponíveis no acervo da instituição, em busca da maior quantidade de informações possíveis acerca da história da cidadezinha do norte de Minas. Queríamos encontrar mapas, livros, fotografias etc, que pudessem nos dizer mais sobre Pedra Azul, desde a origem de seu nome até como ela é retratada por escritores e pesquisadores de diversas áreas.

Ao chegar na cidade, nossa intenção se manteve e fomos em busca dos arquivos públicos da prefeitura e de arquivos privados de habitantes que, como nós, se interessavam pela história do lugar. Ao mesmo tempo em que queríamos saber como a cidade era retratada pela história oficial, também nos interessava a construção do imaginário popular através dos registros não oficiais e do imbricamento entre realidade e ficção.

A partir da pesquisa com arquivos, da coleta de depoimentos orais e da visita a locais históricos, como o antigo Bazar 36, começamos a construir nossa própria relação com a cidade.

 

.:Arquivos e Ficção

Com interesse especial na temática do arquivo, encontramos muitas imagens que nos instigaram enquanto pesquisávamos a história da cidade. Dentre elas, chamaram nossa atenção 16 fotografias, originárias de diversas fontes – inclusive as oficiais, como a Secretaria de Cultura de Pedra Azul –, que pareciam não nos contar nada e, ainda assim, serem repletas de histórias.

Ao agrupá-las, vimos a potencialidade de criar uma narrativa que abarcasse tanto informações objetivas e factuais, quanto aquelas advindas da história oral e das fabulações. Deslocadas do seu contexto, essas imagens um pouco obtusas, pouco informativas, reagrupadas na série possibilitavam que trabalhássemos com o imaginário e a história da cidade, unindo num mesmo espectro e sem distinção, imaginação e realidade.

 

.:1ª Expedição: Rocinha

Interessados em mesclar atitudes científicas (como a observação de fenômenos naturais, a atenção à morfologia do espaço, a catalogação de acidentes geográficos etc) a investigações históricas e intenções artísticas, realizamos a primeira de quatro expedições às principais pedras da cidade. Por serem um marco na paisagem e na ocupação do espaço de Pedra Azul, elas nos despertaram um interesse especial, mas, durante o período da residência – entre as ações com arquivos, as visitas a outros locais e a oficina com as crianças – realizamos uma pesquisa de campo mais aprofundada somente na Pedra da Rocinha. No local, coletamos espécimes de minerais rochosos, fotografamos a sua topografia e registramos em áudio e vídeo alguns experimentos no espaço.

 

.:Pedras Marinhas

Ao pesquisar sobre a origem do nome de Pedra Azul, deparamo-nos com a história das águas-marinhas. Conta a lenda que o maior espécime do mundo desta pedra preciosa foi encontrado na região e, por isso, a cidade foi batizada em sua homenagem, fazendo referência à cor azul do mineral. Composto por ferro, esta variação do berilo adquire sua coloração azulada através de um processo químico.

A descoberta das águas-marinhas e sua importância para a história da cidade nos fez chegar à cianotipia como forma de trabalhar plasticamente o imaginário e a realidade de Pedra Azul. A cianotipia, ou cianótipo, é uma antiga técnica fotográfica que trabalha com os químicos citrato de amônio e ferro (III) e ferricianeto de potássio. Ao misturá-los, cria-se uma solução que, quando exposta à luz ultravioleta como os raios solares, fica azul. Ao emulsionarmos papéis, tecidos e até mesmo pedras, criamos mapas, fotogramas e objetos que aludem às diversas questões, sejam elas geológicas, sejam elas marinhas ou até mesmo lunares.

 

.:Oficina de Cianotipia

Desde o início, havia o interesse pela possibilidade de fazer crescer as iniciativas de enriquecimento cultural e formação de público da cidade, principalmente no âmbito das Artes Visuais, uma vez que um dos artistas é natural do município. Para interagirmos de forma lúdica com as crianças e adolescentes que habitam o entorno do espaço do Área Criativa – e que, quase diariamente, visitam o local – decidimos realizar uma oficina de cianotipia.

Convidamos as crianças que estavam ali para fazer conosco um experimento que resultaria em fotografias de um jeito que elas nunca haviam visto. Procuramos uma forma de explicar o processo do cianótipo sem muitos termos técnicos, deixando-os curiosos com a ideia de ver o sol fazer um desenho.

Achamos que seria mais interessante e enriquecedor para elas se passássemos por todas as etapas da realização da cianotipia. Como é necessário deixar o papel emulsionado secar antes de expor ao sol, decidimos passar os químicos em algumas folhas na noite anterior, para utilizá-las enquanto as folhas emulsionadas pelas próprias crianças secavam.

Incentivamos as crianças a coletarem objetos como pedras, folhas, gravetos e outros materiais ao redor do espaço do Área Criativa, para fazerem suas cianotipias. Nesse processo de busca pelo que seria “fotografado”, acompanhamos e ajudamos cada um a escolher o que funcionaria e o que não funcionaria, deixando também a margem de dúvida para que elas pudessem ver as diferenças entre fazer o fotograma de um objeto translúcido e de um objeto opaco.

Nos separamos para fazer as exposições ao sol com placas de vidro e a lavagem dos papéis ao mesmo tempo, assim, cada criança poderia participar de todas as etapas: primeiro coletando os objetos, colocando-os sobre o papel emulsionado e, depois, lavando os papéis e prendendo-os ao varal. Ao final, as crianças puderam levar suas imagens para casa.

 

Fotos: Jerusa Mendes

 

 

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.:grão
é um duo composto pelos artistas plásticos Gabriela Sá e Ícaro Moreno. a parceria nasceu da vontade de combinar pulsões criativas e investigações artísticas com imagens e sons. ao perceber diversos pontos de encontro em suas pesquisas individuais, os artistas decidiram juntar esforços em 2015, criando, desde então, projetos e obras que tocam os temas da memória, da história, do pertencimento e das construções poéticas que exploram as latências e as lacunas imagéticas.

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Residência: Mambembeat

Residência: Mambembeat

Num pequeno lugarejo no Vale do Jequitinhonha, cercada por sete pedras gigantescas… conta-se histórias além-mar, de beira-rio, de João Calado, Maria Manteiga, Pai da Mata e do Bicho da Carneira… Histórias dos tempos das águas marinhas, turmalinas e diamantes… dos corações matreiros que até hoje guiadas pelas fadas pastorinhas fazem a sinfonia na folia de pífanos e gaitas do majestoso Boi-de-janeiro…

Pedra da Conceição, 5 de julho de 2016  (diário de residência)

Durante o mês de julho de 2016 o espaço cultural Área Criativa (Pedra Azul – MG)  recebeu a plataforma musical MAMBEMBEAT. Durante o período de residência projetos musicais e sonoros se tornaram um bom pretexto para criar uma série de ações e relações com as pessoas e espaços da cidade.

A experiência de imersão começou nas primeiras horas pelas ruas de Pedra Azul. Através de Will Nascimento, parceiro responsável pelo Área Criativa, pessoas, lugares e histórias se apresentaram aos poucos. Todos os dias apareciam novos personagens que contavam casos e lendas que constituem o imaginário de Pedra Azul. Rapidamente música e som se mostraram uma das manifestações mais presentes no cotidiano da cidade.

Os músicos foram os primeiros interlocutores no processo de compreensão do contexto cultural da cidade. Assim criou-se o Estúdio Aberto, eixo de ação que convidou músicos, djs e personalidades locais para tocar e conversar sobre particularidades sonoras da região. Esta conexão proporcionou uma experiência antropofônica, onde surgiram os primeiros sons, laços e vínculos que contribuíram para perceber a diversidade musical regional.

Área Criativa, fica localizado em um dos bairros periféricos da cidade. E como diziam os moradores “Aqui mina minino”. Lá foi onde desenvolvemos nossos experimentos sonoros. Começamos os trabalhos no espaço com uma oficina de construção de instrumentos para estimular as crianças a criação e a percepção sonora a partir das possibilidades do espaço e dos materiais coletados no entorno.

Foi nesse contexto onde nasceu o projeto Sonora. Onde o som serviu de transporte ao levar as crianças e alguns adultos moradores do bairro para uma viagem de barco do Brasil até a África. O Sonora posteriormente se desdobrou em uma atividade para os detentos de uma prisão da cidade, e essa foi uma das experiências mais fortes da residência.

O fechamento do ciclo de atividades e desse convívio intenso com a cidade foi celebrado em uma ocupação conjunta com os artistas locais no monumental Boibódromo. Este anfiteatro a céu a aberto destinado a receber a festa do Boi de Janeiro se encontrava desativado e ocioso desde o dia da sua inauguração em 2012. Apresentações como folias do Boi de Janeiro, roda de capoeira, contação de histórias, apresentações de artistas da cidade e uma apresentação do Mambembeat com musicas compostas durante a residência compuseram a programação do evento. Em um clima de despedida esta noite ajudou a concluir ideias, deixar saudades e possibilitar boas histórias…


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plataforma MAMBEMBEAT foto_B

 

Mambembeat é uma plataforma musical itinerante. O projeto idealizado por Luisa Puterman e Bruno GariBaldi pretende, através de experiências de imersão e períodos de residência, colaborar com músicos locais, propor atividades sonoras e realizar intervenções em espaços públicos. A plataforma se debruça em questões sociopolíticas de pequenas cidades e povoados afim de contribuir com as demandas culturais locais. Ao identificar histórias, folclores, conflitos, expressões, surgem musicas que ao misturarem o acústico com eletrônico e o urbano com o rural percorrem as infinitas sonoridades que existem por ai.

 

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RESIDÊNCIA: ALEXANDRE CAMPOS

RESIDÊNCIA: ALEXANDRE CAMPOS

Alexandre Campos (Tande) é artista e arquiteto de Belo Horizonte e foi a primeira pessoa a participar do programa de residência. Tande chegou à cidade quando o espaço ainda estava em fase de finalização. Em sua primeira visita à Área Criativa, o artista ficou impressionado com a vista que se tem da cidade e das montanhas de pedras que compõem a paisagem de Pedra Azul.

Como o espaço se encontrava em obras, a permanência na Área Criativa era um pouco árida e tornava a realização de atividades mais difícil, mas essa primeira visita deu origem a sua proposta de trabalho. Tande decidiu criar um mobiliário para tornar o espaço mais receptivo e habitável. Para isso, ele estabeleceu uma conexão com crianças e adolescentes da cidade para criar coletivamente uma série de cadeiras a partir de materiais recolhidos dos quintais.

Como referência, ele mostrou trabalhos dos artistas Martino Gamper, Cildo Meireles, Ai Weiwei, dentre outros, que ajudaram a pensar como seria a realização desses mobiliários.

O proposta fez muito sucesso junto às crianças e adolescentes por ser uma atividade construtiva, lúdica, que se aproxima da realidade inventiva de reaproveitamento que existe em Pedra Azul.

 

Alexandre Campos
Alexandre Campos é arquiteto pela EA-UFMG e mestrando da Escola de Belas Artes da UFMG, professor, trabalha há mais de 10 anos nas interfaces entre arte, tecnologia e espaço público. Já expôs trabalhos no File e outros festivais nacionais e internacionais. Coordenou um grupo de trabalho no 44º Festival de Inverno da UFMG e foi professor do curso de arquitetura da Unileste-MG e da Oi Kabum escola de Arte e Tecnologia, onde ministrou aulas de Processing durante 3 anos. Coo-organizador do livro Espaços Colaterais, participou do seminário internacional Cidade Arquitetura Informal. É um dos autores, do projeto premiado, Parque da Terceira Água (H3O) realizado na favela da Serra em BH.